terça-feira, 14 de maio de 2019

Governo quer reduzir em 90% as normas de segurança e saúde do trabalho vigentes no país.

Mudanças, que serão alvo de discussão entre patrões e empregados, começam mês que vem.
O governo federal vai rever todas as Normas Regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho do país — conhecidas como NRs — com "o objetivo de simplificar as regras e melhorar a produtividade ". A ideia é reduzir em 90% as normas vigentes. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro , em rede social.
"Governo federal moderniza as normas de saúde, simplificando, desburocratizando, dando agilidade ao processo de utilização de maquinários, atendimento à população e geração de empregos", escreveu o presidente em sua conta no Twitter .
Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, as mudanças começam a ser realizadas no mês que vem, com a participação tripartite de representantes da União, dos patrões e dos empregados. Ele explica que, atualmente, há 37 NRs em vigor, com 6.800 linhas distintas de atuação.
O governo começará a mudança pela NR 12, que trata da regulamentação de maquinário. A previsão é que a nova NR esteja pronta em junho. Ainda este ano, o governo vai fazer ajustes em mais oito NRs: 1, 2, 3, 9, 15, 17, 24 e 28.
— Essas normas (NR 12) afetam desde uma padaria até um forno siderúrgico, e pela sua diversidade e complexidade, impactam diretamente na produtividade das nossas empresas — afirmou Marinho.
Uma morte por dia
Ele citou como exemplo um industrial brasileiro que, quando compra uma máquina sofisticada em outro lugar do mundo, como na Europa ou no Canadá, normalmente gasta o dobro do que pagou pelo equipamento para instalá-lo no Brasil:
O que nós queremos, na verdade, é permitir um ambiente saudável, competitivo, confortável e seguro para quem trabalha e para quem produz. Para que a economia brasileira esteja à altura de outras economias em outros lugares do mundo, e que nós possamos gerar emprego, renda e oportunidade para o conjunto dos trabalhadores brasileiros, com segurança e com a preocupação com a saúde do trabalhador.
De acordo com Marinho, o Brasil tem hoje portarias, quase 5 mil documentos infralegais, portarias, instruções normativas e até decretos de 1940 que ainda são utilizados na fiscalização, de forma arbitrária. Além disso, não há uma uniformização dos procedimentos de fiscalização, o que resulta em ações distintas, que variam de acordo com cada estado.
Máquinas e equipamentos causaram 2.058 mortes de trabalhadores no Brasil, de 2012 a 2018, praticamente uma morte por dia, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Ministério Público do Trabalho. O custo calculado é de R$ 732 milhões com aposentadorias e pensões que foram concedidas depois de acidentes com máquina.
AS OCORRÊNCIAS NO BRASIL

Fontes: Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério Público
do Trabalho, Anuário Estatísticos de Acidente de Trabalho da Previdência Social
Não podemos conviver com trabalhadores sofrendo amputações e morrendo. Hoje, a NR 12 tem protocolo para evitar qualquer tipo de acidente. Cortinas de luz, requisitos de sensores, mecanismos como o da máquina de lavar que para quando a pessoa abre a porta. Mas a adequação das máquinas exige investimento. Por isso, a norma é tão criticada — afirma o procurador do Trabalho Ronaldo Lira, que participa como observador da comissão tripartite que atualiza a NR-12 continuamente.
A especialista em gestão empresarial e professora da FGV Ebape Carmem Migueles integra um grupo que há 16 anos estuda a relação entre baixa produtividade, competitividade e acidentes de trabalho. Ela defende uma maior liberdade para as empresas desenvolverem modelos de gestão de risco mais adequados aos seus negócios. E, em contrapartida, o governo aumentaria o valor das multas em caso de acidente.

Regras no Brasil seguem padrão da OIT

No Brasil, há uma distância muito grande entre o topo e a base das organizações e uma alta aversão à incerteza. E tentamos resolver isso com mais regras. Isso não funciona — disse Carmen.
A presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Marcia Bandini, lembra que as normas brasileiras de segurança estão alinhadas aos padrões internacionais, que têm como referência as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do qual o Brasil é signatário junto com outros cerca de 200 países.
Nossas normas não são demais. Estamos atrasados, por exemplo, na regulamentação dos fatores de risco psicossociais, que têm a ver com a saúde mental e já são, na Europa, os maiores incapacitantes para o trabalho. No Brasil, são a segunda causa.
Para Nelson Karam, supervisor do Núcleo de Políticas Públicas do Dieese, ninguém é contra desburocratização, mas teme pela segurança do trabalhador: 
A pergunta que tem de ser feita é: qual é o sentido da modernização? Se a mudanças trouxerem desburocratização ninguém é contra, mas temos de verificar se elas não vão deixar o trabalhador desprotegido.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Capacitação Para Instrutores e Formadores Em Cursos Livres 2º Edição

CAPACITAÇÃO PARA INSTRUTORES E FORMADORES EM CURSOS LIVRES:
O desenvolvimento e elaboração de políticas voltadas ao desenvolvimento e qualificação profissional praticadas pela Febrabom RS estará com suas ações em prática através do curso de formação de instrutores com Início Dia 29/06/2019 em Viamão.
(CBO) 3331-10 - Instrutores de Cursos Livres:
Lei nº. 9394/96, Decreto nº. 5.154/04 e Deliberação CEE 14/97.
Os profissionais desta atividade ocupacional devem ser capazes de criar e planejar cursos livres, elaborar programas para empresas e clientes, definir materiais didáticos, ministrar aulas, avaliar alunos e sugerir mudanças estruturais em cursos.
Formação: variada (não sujeito à regulamentação do MEC).
O que faz um Instrutor de cursos livres?
O Instrutor de cursos livres é o profissional responsável por preparar e ministrar treinamentos, atividades teóricas e práticas conforme projeto estabelecido.
Um Instrutor de cursos livres prepara materiais necessários para realização das tarefas pelos participantes e treinandos.
Está sob as responsabilidades de um Instrutor de cursos livres preparar e ministrar treinamentos, atividades teóricas e práticas conforme projeto estabelecido, orientar, acompanhar e avaliar o aprendizado, preparar materiais necessários para realização das tarefas pelos participantes , manter atualizados e corretos os registros das atividades sob sua responsabilidade, participar da elaboração de recursos instrucionais que atendam aos objetivos das atividades programadas, planejar, preparar e entregar atividades de treinamento que facilitam experiências de aprendizagem, apoiar os participantes com orientações e esclarecimentos sobre o conteúdo, buscando garantir a compreensão e apreensão do conteúdo didático do treinamento, ministrar treinamentos técnicos e comerciais, aplicar avaliações aos treinandos, sempre que solicitado, realizar o input de informações dos treinamentos no sistema, zelar pelos brindes, materiais de apoio e equipamentos, que devem ser utilizados exclusivamente para treinamentos, buscar aprendizado contínuo através de pesquisas na internet, cursos sobre a área de atuação buscando o diferencial dentro de sua área, realizar visitas técnicas, além de interagir com equipes multidisciplinares, representar e valorizar a marca em seus treinamentos, deter informações avançadas sobre os temas abordados, multiplicar as informações e conhecimentos para as equipes preparando toda infraestrutura de sala de treinamento.
Para que o profissional desta atividade tenha um bom desempenho como Instrutor, a boa formação é essencial que agregue conhecimento em metodologia de ensino para adultos, técnicas de treinamento e técnicas de multiplicação voltados a didática de ensino e serviços.
Sendo necessário o total conhecimento do assunto a ser ministrado.
Início Dias: 29/06, 30/06, 06/07 E 07/07/2019
Total: 40 horas.

Instrutora: Bárbara Makar
Pós Graduada em Especialização em Auditoria, Perícia e Gestão Ambiental Instituto de Pós Graduação IPOG.
Inscrições abertas!
Pronto Atendimento Febrabom WhatsApp: (51) 98918-6550 (51) 21602022
Valores: A vista 300,00 associados Parcelado até 4X valor de 320,00 e dois Quilos de alimentos não perecíveis, 
Não sócio a vista 400,00, Parcelado no Cartão até 4X valor de 420,00 e dois Quilos de alimentos
FICHA INSCRIÇÃO BAIXE AGORA e envia para o e-mail febrabomrs@gmail.com com a copia do RG.
Associado Febrabom tem desconto aqui!
Projeto Desenvolvimento Campeão
Organização Febrabom RS
Apoio: Bombeiros RS Treinamentos.
Participe e Qualifique se!
Faça parte do time de vencedores associe se!
Pronto atendimento Febrabom WhatsApp: (51)98918-6550.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Bombeiro Civil no Brasil: A Crítica pela Crítica.

Criticar é muito mais fácil do que fazer melhor. 

Trabalhar de forma institucional, com foco em planejamento, metas e resultados.
Muitas vezes, significa contrariar interesses pessoais, agir de forma justa e de encontro, somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto. 
Mais ainda, defender os interesses da maioria, assim como a autonomia da instituição, saber discernir entre o certo e o errado, o conveniente, facilidades e seus prós e contras, diferenciar amizades pessoais em detrimento ao justo, ético o certo e o errado.
Nem sempre o entendimento sobre estes importantes tópicos no que diz respeito ao trabalho realizado por instituições sérias são assimilados da maneira como deveriam.
Contudo, sem estas diferenciações inexiste evolução, desenvolvimento e principalmente, respeito institucional talvez, o maior legado de uma entidade que se propõe a trabalhar para vir a ter o respeito necessário vinculado a suas demandas atendidas.
Dito isso, seria utópico e sobre tudo injusto, cobrar este entendimento de pessoas que nunca estiveram à frente de nada senão, de seus interesses! Muito menos, sabem o significado da palavra: " coletivo."
O entendimento sobre o que significa a palavra coletivo e individual vai muito além do ego ou interesse ferido.
Aliás, creio eu que quando se tem este tipo sentimento nunca fomos e nem nunca seremos seres realmente iluminados no plantio e colheita de coisas realmente boas e produtivas em qualquer área de atividade.
Surreal:
As redes sociais, muitas vezes de forma Generosa transforma hipócritas aproveitadores e individualistas em exímios sábios e profetas abordando temas sobre os quais nunca realizam, nunca participaram menos ainda, ajudaram em uma ou em qualquer construção. Transformando se em recrutadores de soldados do exército sem rumo da crítica pela crítica. 
Condutas dispensáveis, que interferem diretamente na formação, informação, e principalmente no futuro profissional de já atuantes ou novos profissionais da atividade. 
Talvez por estas falhas de conduta nos encontremos na situação atual onde o processo de mudanças mesmo com 10 anos de profissão aconteçam de maneira lesmal.
Para estes, a dica seria uma boa reflexão sobre condutas e atos algo que seria o caminho, para realização de algumas mudanças que talvez estejam adiando para realizar. 

Como diria Mestre Aparecido Cruz: 
“O pior Inimigo do Bombeiro Civil é o próprio Bombeiro Civil!” 

Forte abraço a todos e Juntos Somos Mais Fortes! 

Coluna Liberdade de expressão 
Jornalista: Júlio Valêncio (Reg. profis. 19127).

domingo, 5 de maio de 2019

Curso Grátis de Bombeiro Civil Descubra o Que Há Por Trás Destas Ofertas!

Tem sido cada vez mais recorrente a oferta de curso grátis de Bombeiro Civil e Socorrista. Contudo, por se tratar de dois cursos de formação, com a obrigatoriedade de cargas horárias mais extensas e principalmente várias aulas práticas, é primordial tomar alguns cuidados e não se deixar levar por supostas propostas tentadoras.
O CURSO DE BOMBEIRO CIVIL E SOCORRISTA
Antes de tudo, é importante destacar a importância destes profissionais, tanto do bombeiro civil quanto do socorrista, afinal a atuação de ambos em uma cena de acidente, será decisiva em relação ao futuro das vítimas.
Isto posto, um curso de qualidade deve ensinar aos alunos para que, em casos de atendimentos estejam preparados o suficiente, em condições de analisar a cena e colocar em prática os conhecimentos adquiridos, com um único propósito: Salvar vidas.
Diante disso, se você procura uma formação nesta área, deve primeiramente levar em consideração alguns fatores como: A qualidade do curso, a reputação da instituição, a capacidade de atendimento, a infraestrutura, a quantidade e a qualidade dos materiais que serão empregados durante o curso, os locais onde serão realizadas as aulas práticas, dentre outros fatores.
A ESTRATÉGIA DE CAPTAÇÃO DE ALUNOS
Em um cenário econômico cada vez mais aguerrido, e com o constante surgimento de empresas do mesmo segmento oferecendo os mesmos tipos de cursos, é natural que os desafios dos departamentos comerciais e de marketing de cada escola ou empresa de treinamento sejam ainda maiores.
Com isso, veem-se vários donos de escolas, diretores, gerentes e profissionais ligados aos departamentos de marketing buscar insaciavelmente alternativas de captação de alunos para os seus cursos.
Porém, o processo de captação de alunos não é algo tão simples como possa parecer, e para isso é necessário desenvolver um conjunto de ações para atrair e converter os interessados ou leads em novos alunos. Em suma, não existe uma receita de bolo, e as estratégias mudam de acordo com o tipo de instituição de ensino e cursos oferecidos. Desta forma, e frente ao desespero das instituições em angariar novos alunos, surgem as ofertas de curso grátis de bombeiro e socorrista.
Neste contexto, ganha cada vez mais escala e evidencia a estratégia de captação de alunos chamada de Macro Digital. Este processo consiste basicamente em ações de massa, que visam atingir um grande número de pessoas sem muito sacrifício.
Em comparação a outros meios de divulgação como, por exemplo: ligação telefônica, anúncios em revistas, rádio, panfletos, etc, que demandam de tempo e dinheiro, a política de macro digital utiliza uma única campanha com um grande chamariz, para atingir vários possíveis alunos, sem se preocupar com uma segmentação adequada do publico, ou seja, visa apenas despertar o interesse em um grande numero de pessoas que, em muitas vezes sequer pensavam em fazer determinado curso, mas ao se deparar com um anúncio e uma oferta tentadora, neste caso por ser GRÁTIS, se predispõem a fazer.
A OFERTA DO CURSO GRÁTIS
Em grande parte, as ofertas de cursos grátis de bombeiros e socorristas dão-se através de empresas de marketing e publicidade especializadas na divulgação em massa, onde nas campanhas quase nunca é informado qualquer tipo de dado que possa identificar a escola ou empresa de treinamentos que irá realizar as aulas, nem mesmo o endereço, telefone, e-mail ou algo do tipo.
Estas empresas de publicidade, que são facilmente encontradas em uma simples pesquisa no Google com o termo: “macro captação digital”, geralmente nas redes sociais usam nomes fantasias que remetem a entidades ou grupos que ofertam bolsas de estudos em cursos profissionalizantes à possíveis alunos.
Nos anúncios nas redes sociais, procuram sempre dar destaque, através de uma foto e texto, a uma cidade ou região, ao nome do curso e principalmente à oferta: CURSO GRÁTIS DE BOMBEIRO E SOCORRISTA
COMO FUNCIONA
Os interessados, ou leads como também são conhecidos, são atraídos através de anúncios em massa, veiculados principalmente no Facebook e Instagram, aonde são convidados a preencherem um formulário com o seu nome, e-mail e telefone de contato, para então aguardar a aprovação da sua bolsa de estudos.
Notem que ao passo que o anúncio traz a chamada: Curso grátis de Bombeiro e Socorrista, as Empresas de marketing, especializadas em macro captação digital, criam um “diferencial” para que os possíveis alunos vejam uma VANTAGEM em se cadastrar.
Um ponto importante a destacar é que, absolutamente todos aqueles que se cadastrarem através do anuncio, ou seja, que preencherem o formulário, serão aprovados e selecionados para “ganhar” a bolsa de estudos.
O processo consiste basicamente em passado alguns dias após o cadastro no formulário do anúncio, o possível aluno recebe, geralmente via celular, uma mensagem lhe parabenizando por ter seu nome aprovado para obter a bolsa de estudos. Esta mensagem sempre vem acompanhada da informação que é necessário comparecer em determinado local, dia e hora, para efetivar a sua matricula e garantir a bolsa de estudos que lhe dá direito ao curso grátis de bombeiro e socorrista.
PARA EFETIVAR A MATRÍCULA
Ao comparecer no local, data e hora indicada, o futuro aluno será recepcionado por alguns atendentes, e será convidado a assistir uma palestra, onde o palestrante irá falar sobre o curso grátis de bombeiro e socorrista.
Será então nesta palestra que o interessado tomará conhecimento que a bolsa de estudos que ganhou lhe dá direito ao curso GRÁTIS, mas que para isso será necessário PAGAR por alguns itens como: material didático, suporte pedagógico, aluguel de equipamentos, dentre outros.
Além disso, neste mesmo dia, será exercida uma pressão muito grande para que o possível aluno realize a sua matrícula e já saia do local com o contrato assinado. Também neste mesmo dia, os atendentes que lá estarão, irão trabalhar para fazer com que o interessado realize o pagamento do material didático, suporte pedagógico, aluguel de equipamentos, etc., com a alegação que somente assim garantirá a bolsa que acabara de ganhar.
As empresas que estão se usando desta estratégia de captação de alunos, com a oferta de curso grátis de bombeiro e socorrista, na grande maioria das vezes, sequer são da mesma cidade onde será realizado o curso, e os locais das aulas geralmente são em hotéis ou salas alugadas.
MAS AFINAL, QUAL É O VALOR DO CURSO GRÁTIS DE BOMBEIRO E SOCORRISTA?
Os valores variam muito de região para região, e um dos fatores determinantes que contribuem para definir as cifras a serem cobradas, é de que se na cidade onde está sendo oferecido o curso grátis de bombeiro e socorrista, já existem ou não outras empresas de treinamento com os mesmos cursos.
Nos casos aonde na cidade já exista esta oferta de cursos por uma instituição local, é bem comum que os valores do curso, ou então, do material didático, suporte pedagógico, aluguel de equipamentos, etc., seja um valor inferior, para que haja conversão em matrículas, mesmo que o curso não seja gratuito como diz no anúncio, mas que ainda seja menor do que os valores praticados naquela cidade ou região.
Contudo, é comum ver valores praticados que variam entre R$ 120,00 a R$ 300,00 mensais, ou seja, valores que seriam suficientes para contratar uma boa instituição de ensino local.
fonte: mastt

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Sociedade Brasileira De Proteção Humana A “Defesa Civil Invisível”

RESUMO
Este trabalho vislumbra que a Defesa Civil para atingir seus objetivos de prevenção e atendimento aos eventos adversos, além da assistência e apoio as demandas da população durante estes eventos, pode ser entendida como um sistema integrador, articulando o poder público, os demais entes municipais e a sociedade civil organizada. Sabe-se que a sociedade civil, sob a filosofia participativa e dos valores humanitários, tais como proteção humana coletiva e sistema integrado, pode colaborar com a defesa civil em sua missão institucional e na promoção da resiliência comunitária. Não somente por estarem muito próximas, mas principalmente pela expertise existente em determinados grupos da sociedade civil organizada, que a transformam em importantíssima aliada, ensejando uma interface colaborativa e de vital importância para o sucesso das missões e suas estratégias comunitárias. Outro ponto a se contemplar neste trabalho é a participação articulada e organizada desta mesma sociedade, a qual denominamos “defesa civil invisível” pois também é fator primordial para elencar e solucionar problemas de ordem diversa antes, durante e depois de um evento danoso, além de uma ferramenta potencializadora de suas ações em nível local e global, haja vista sua maior proximidade com os mais atingidos por possíveis situações, bem como o pleno conhecimento da estrutura geral do local atingido. Pois é neste cenário que a premência e urgência do auxilio mais próximo e amigo faz ecoar a responsabilidade de um sistema funcional e melhor engajado, ou seja, características que integram ambas as forças. 
Palavras-chave: Defesa Civil, voluntariado, sistema.
Autor do artigo, Mestre em Pedagogia Cristã, Especialista em Direito Militar, Proteção Civil e Segurança do Trabalho, Coordenador Nacional do NUPREC - Núcleo de Ações Voluntárias em Proteção e Defesa Civil e Articulista e Promotor de Voluntariado em Proteção e Defesa Civil. 
INTRODUÇÃO 
Nos últimos anos, varias regiões do mundo vêm sendo atingidas por desastres naturais que afetam, sobretudo, diversos grupos populacionais e territórios mais vulneráveis e de baixa resiliência. No Brasil, essa realidade não tem sido diferente. Diversas cidades foram acometidas por ameaças naturais, principalmente por inundações bruscas e já de algum tempo cenários de seca e estiagem, que, associadas às fraquezas locais, desencadeiam ou agravam o evento adverso. Diante desse fato é necessário agir com medidas estruturais, como viabilizar obras de infraestrutura, desenvolver tecnologias de alerta e também não estruturais, como capacitar profissionais e voluntários de diferentes áreas para preparação e resposta a estes eventos adversos. 
Dentre os princípios fundamentais da Republica exarados pela Carta Magna de 1988 a dignidade da pessoa humana é parte integrante dos direitos e garantias fundamentais. Nesta linha, aponta o legislador para a construção de uma sociedade livre (inclusive livre de perigo), solidária e justa na promoção do bem de todos, sem qualquer que seja a forma de discriminação, exclusão ou segregação. Semelhantemente, para proteger essas garantias fundamentais, no artigo 5º, permaneceram inalteradas determinadas obrigações irrecusáveis a todos os gestores públicos, que como integrante fundamental do sistema de segurança do município, deve ser promotora e guardiã desta premissa primordial de proteção humana. 
Em situações emergenciais, as atividades de primeiro atendimento são de responsabilidade e prioritariamente prestadas pela Gestão Municipal e pelos órgãos e setores da mesma administração pela Defesa Civil, dispondo todos os meios e recursos disponíveis para o bom desempenho de suas ações de proteção das pessoas.
O privilegio mais natural do homem, depois do direito de agir por si próprio, é o de combinar seus esforços com os de seus semelhantes, e de agir em comum com eles. Alexis Tocqueville
O Sistema Municipal de Defesa Civil - SIMDEC é genericamente composto por órgãos e entidades da administração pública municipal, por entidades privadas, pela comunidade e por entidades da sociedade civil organizada, responsáveis pelas ações de defesa civil em todo o município. A Defesa Civil, pertencente na maioria das vezes a uma Secretaria ou Coordenadoria Municipal de Assuntos de Segurança Pública, ou seja, na maioria dos casos pertencente a mesma raiz hierárquica que a Guarda Municipal e atua como órgão central do Sistema Municipal de Defesa Civil, sendo responsável por promover as ações de proteção e defesa civil, por meio da normatização, supervisão técnica e fiscalização específica sobre as ações desenvolvidas pelos órgãos e organismos do sistema.
Sob este prisma, também compete à gestão municipal articular, promover e incentivar a elaboração e atualização de uma política articulada municipal de defesa civil, que deve orientar e constituir um conjunto de objetivos que dão forma as ações de defesa civil em interface com os demais organismos e entes da municipalidade. Só assim, poder-se-á cumprir-se a missão institucional da Defesa Civil, salvaguardando os princípios institucionais e estratégicos mais desejáveis da instituição salvando-a do marasmo acidental e da exclusividade moral. Acredita-se, que nos municípios, onde esta premissa é levada a cabo pela gestão municipal, a instituição tende a ser mais eficiente e menos onerosas, elevando a excelência de seu atendimento a patamares mais elevados e ricos em expertise. 
A relevância em se estudar as ações e interface da Defesa Civil e organismos da sociedade civil organizada reside em questões de ordem estratégica, uma vez que pelos motivos já explicitados anteriormente nesta introdução pode-se, ter um valioso instrumento para a promoção de uma cultura mais preventiva do que a cultura meramente reacionista, ainda muito defendida e enraizada em nosso engessado sistema atual. Se por um lado a problemática reside em criarem-se mecanismos mais orquestrados com a realidade e particularidade dos municípios, a possível solução está em uma criteriosa analise da missão institucional das instituições e como já dissemos, na expertise que representam juntas e bem aparelhadas para o bem comum de toda a sociedade. 
2. A DEFESA CIVIL 
Compete ao organismo de Defesa Civil, elaborar, atualizar e propor ao SIMDEC – Sistema Municipal de Defesa Civil, quando houver, a Política Municipal de Defesa Civil, que constitui o conjunto de objetivos que orientam e dão forma à ação de defesa civil desenvolvida pela gestão municipal, e as diretrizes da ação governamental nesta área, bem como a promoção, implementação e interface com os demais entes da municipalidade, inclusive a Guarda Municipal.
A missão da Defesa Civil é promover, coordenar e supervisionar as ações de resultados desastrosos ou prejudiciais, ao município ou à sua população, e de assistência e atendimento às necessidades da população, decorrentes de situações de emergência ou de estados de calamidade pública.
A finalidade da Defesa Civil é promover a segurança global da população, em circunstancias de desastres naturais, humanos e mistos.
Já o objetivo da Defesa Civil é a redução dos desastres, que abrange os seguintes aspectos globais:
Prevenção de Desastres
Preparação para emergências e desastres
Respostas aos desastres
Reconstrução 
No mundo, as primeiras ações dirigidas para a defesa da população foram realizadas nos países envolvidos com a Segunda Guerra Mundial.
O primeiro país a preocupar-se com a segurança de sua população foi a Inglaterra que após os ataques sofridos entre 1940 e 1941, quando foram lançadas toneladas de milhares de bombas sobre as principais cidades e centros industriais ingleses, causando milhares de perdas de vida na população civil, institui a CIVIL DEFENSE (Defesa Civil).
Hoje, em todo o mundo, a Defesa Civil, se organiza em sistemas abertos com a participação dos governos locais e a população no desencadeamento das ações preventivas e de resposta aos desastres.
2.1. Defesa Civil no Brasil 
Com a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, e principalmente, após o afundamento, na costa brasileira, dos navios de passageiros Arará e Itagiba, totalizando 56 vítimas, o Governo Federal Brasileiro, em 1942, preocupado com a segurança global da população, principio básico no tratamento das ações de Defesa Civil, estabelece medidas tais como a criação do Serviço de Defesa Passiva Antiaérea, a obrigatoriedade do ensino da defesa passiva em todos os estabelecimentos de ensino, oficiais ou particulares, existentes no país, entre outros.
Em 1943, a denominação de Defesa Passiva Antiaérea é alterada para Serviço de Defesa Civil, sob a supervisão da Diretoria Nacional do Serviço da Defesa Civil, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e extinto em 1946, bem como, as Diretorias Regionais do mesmo Serviço, criadas no Estado, Territórios e no Distrito Federal.
Como consequência da grande enchente no Sudeste, no ano de 1966, foi criado, no então Estado da Guanabara, um Grupo de Trabalho com a finalidade de estudar a mobilização dos diversos órgãos estaduais em casos de catástrofes. Este grupo elaborou o Plano Diretor de Defesa Civil do Estado da Guanabara, definindo atribuições para cada órgão componente do Sistema Estadual de Defesa Civil. O Decreto Estadual nº 722, de 18.11.1966, que aprovou este plano estabelecia, ainda, a criação das primeiras Coordenadorias Regionais de Defesa Civil – REDEC no Brasil. Em 19.12.1966 é organizada no Estado da Guanabara, a primeira Defesa Civil Estadual do Brasil.
2.2. Defesa Civil no Estado de São Paulo 
No Estado de São Paulo a Defesa Civil teve sua origem após os resultados desastrosos decorrentes das intensas chuvas ocorridas em Caraguatatuba (1967) e dos incêndios dos Edifícios Andraus (1972) e Joelma (1974) que ceifaram inúmeras vidas devido à falta de rápida coordenação dos órgãos públicos e integração com as comunidades.
A comunidade paulista, a mercê dos desastres, percebeu a necessidade da criação de um órgão que, ao mesmo tempo, pudesse prevenir a ocorrência
destes eventos ou, na impossibilidade da prevenção, pudesse minimizar seus efeitos. Surgiu assim, a Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Criado pelo Decreto 7.550, de 09 de fevereiro de 1976, o Sistema Estadual de Defesa Civil foi reorganizado em 16 de junho de 1995 pelo Exmo Sr Governador Mário Covas mediante o Decreto 40.151/95. Possui uma Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), subordinada diretamente ao Governador do Estado e dirigida pelo Coordenador Estadual de Defesa Civil, constituindo-se no órgão central do Sistema de Defesa Civil do Estado de São Paulo.
As Coordenadorias Regionais de Defesa Civil (REDEC) e as Coordenadorias Setoriais atuam no interior do Estado e na Região Metropolitana. São em número de quatorze, tendo como principal atribuição a formação, a orientação e o apoio às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (COMDEC) em todos os Municípios.
A Defesa Civil é a organização de toda a sociedade para a autodefesa e fundamenta-se no princípio de que nenhum governo, sozinho, consegue suprir a todas as necessidades dos cidadãos. Uma comunidade bem preparada é aquela que tem mais chances de sobreviver.
É uma atividade permanente que se desenvolve através de ações desenvolvidas em quatro fases: - Prevenção: quando medidas são adotadas visando a não ocorrência de desastres ou a preparação da população para os eventos adversos; - Socorro: quando todo o esforço é feito no sentido de se evitar perdas humanas ou patrimoniais na área atingida por desastres; - Assistência: quando são criadas condições de abrigo, alimentação e atenção médica às vítimas e desabrigados; - Recuperação: quando investimentos são feitos objetivando o retorno, no mais curto espaço de tempo possível, das condições de vida comunitárias existentes antes do evento e, simultaneamente, prevenindo-se ou procurando minimizar as consequências de futuros desastres.
2.3. Defesa Civil nos Municípios 
Criada na maioria das vezes por Decreto e geralmente inserida na Lei Orgânica, para garantir a Segurança e a Saúde Pública, por ocasião de intempéries e eventuais acidentes que caracterizem desastres ou não, poluição ou outras emergências; a Defesa Civil tem como premissa o amparo aos flagelados e deve trabalhar em cooperação com a Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Policia Militar, Policia Civil e também, se necessário as Forças Armadas, na forma da lei.
Quase que, via de regra, as defesas civis nos municípios foram instituídas por ocasião de intensos eventos adversos, onde em algum momento se demonstrou a incapacidade do município no enfrentamento de situações adversas sem um efetivo contingente de defesa civil. Em alguns casos, até havia um decreto assinado e um grupo nomeado, no entanto, só se percebe a premência e relevância de uma defesa civil atuante, quando esta realmente não existe, ou seja, na maioria das situações a criação ou manutenção/, aparelhamento da defesa civil, sempre ocorreram de forma reativa e raramente de forma, de fato, preventiva.
2.4. Defesa Civil “Invisível” 
Com o advento da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil em 2012, combinado as recentes ocorrências de desastres em grandes centros populacionais na região sudeste, optaram os legisladores, reconhecidas e valorizadas as partes colaborativas, pela inserção de termos como “sociedade em geral”, “participação da sociedade civil”, “estimular a participação de voluntários” no texto legal, todas visando robustecer o Sistema e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil no Brasil com foco na prevenção, preparação e resposta aos eventos adversos. (Lei 12.608/12 artigos 1º §1º; 4º § III e VI, 8º Inciso XV).
Neste cenário urgem diversas instituições com relevantes serviços prestados a toda a sociedade brasileira, dentre elas, instituições como a ONG Força Tarefa Brasileira com registro de diversas operações na região Serrana do Rio de Janeiro, no grande incêndio do Alemoa em Santos, em Mariana, Minas Gerais, dentre outras ações de grande vulto em todo o Brasil e o NUPREC – Núcleo de Ações Voluntárias em Proteção e Defesa Civil com maior foco em ações preventivas e de pesquisa. Essas instituições, embora em sua maioria capacitadas e operacionalizadas por voluntários altamente preparados, nem sempre são visíveis ou perceptíveis no âmbito público, porém suas ações e missões renderiam um memorial gigantesco, ante seu valor inigualável e imprescindível diante do encolhimento das forças de emergência públicas no país. 
È importante observar neste espaço, que os exemplos escolhidos e aqui apresentados não são absolutamente perfeitos, nem os únicos existentes, porém, congregam uma grande parte das características que todos os modelos poderiam possuir. Dessa forma é razoável concluir o comparativo dos exemplos citados, ressaltando também a nobreza de muitos outros exemplos não mencionados neste trabalho, tanto pelo espaço, quanto pela finalidade, mas que estão dando certo em suas respectivas cidades com expressiva maestria. 
2.4.1. Valores Agregados pela “Defesa Civil Invisível”
2.4.1.1. Economia
A eficiência e eficácia da capacitação de voluntários, pelos organismos de capacitação para defesa civil, permanecem incólumes durante todo o tempo disponível dos voluntários (que não é pouco), para as ações de proteção e defesa civil. Já a capacitação de funcionários e/ou comissionados, geralmente acaba com a troca da trupe política no município, pois na maioria dos casos, esta força de trabalho não é aproveitada e, portanto, não há continuidade das atividades, o que culmina com a necessidade de novos capacitados e consequentemente maiores gastos de dinheiro público, muitas vezes escasso. 
Por outro lado, a capacitação já existente de voluntários, garante uma experiência de valor agregado muito menos onerosa, ao passo que não a utilizarão para promoção pessoal, nem de consultorias em cursos pagos. O que representa um ganho inestimável a gestão pública, que moralizada, não coaduna com práticas perniciosas de pessoas que não aprenderam a devolver ao público o que foram capacitados com dinheiro público a fazer. 
Os voluntários NUPREC por exemplo, desde 2004 já realizam atividades em escolas públicas, privadas e empresas, colaborando na disseminação da cultura prevencionista e na educação para resiliência, todos devidamente certificados pela autoridade educacional local e respaldados pela delegacia de ensino. Essas ações, não só cumpriu seu relevantíssimo papel prevencionista, como também capacitou essas mesmas pessoas para o mercado de trabalho por meio de cursos gratuitos envolvendo a temática de prevenção, um desses cursos foi o de capacitação de Bombeiro Profissional Civil realizado em quatro edições. 
Nas ações voluntárias NUPREC, inclusive de assessoria gratuita sobre equipamentos e sistemas preventivos para escolas públicas, podemos afirmar que houve uma significativa economia ao erário público, pois quem investe em prevenção evita a ação, portanto é sabido que é muito mais barato prevenir que responder. Portanto, se registradas as atividades com base no HHT – Hora Homens Trabalhadas, bem como as atividades técnicas e materiais empreendidos voluntariamente nos cursos e treinamentos realizados, percebem-se sem esforço, significativos milhões de reais economizados dos cofres públicos. 
2.4.1.2. Otimização Institucional
Nem todo espelho reflete a imagem nítida ou como ela é de fato, porém a “defesa civil invisível”, enquanto representante da defesa civil institucionalizada, vem demonstrando uma imagem profissional, ética, técnica e moral, cujas ações e dimensões agigantam o respeito pela instituição pública de direito. Percebe-se que o respeito pela instituição pública, vê-se reconhecido e equalizado por quem mais precisa, com o mesmo louvor e gratidão na figura do grupo que se apresenta para o atendimento do fato, pois como já dizem os grandes especialistas na matéria, quem precisa de ajuda ou socorro, não tem ou terá tempo de notar a cor da farda ou uniforme com o nome da instituição que o resgata.
Sabemos, porém, que há muita gente de má fé nesta seara, mas nenhuma delas logrará êxito, se houver reconhecimento das boas práticas executadas por instituições e pessoas sérias. Este autor entende, que pela inércia do poder público, em não disciplinar a matéria, aumentam os casos de aventureirismo, até em nome do próprio governo, que prefere manter a invisibilidade de ações congêneres, quisá por um sentimento mesquinho de pertencimento total, ou ainda por medo do que não conhece, nem deseja conhecer.
2.4.1.3. Capacidade Agregadora
Na contra mão da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, bem como dos mais belos discursos sobre “sistema” em proteção e defesa civil, temos percebido certo crescimento de grupos elitistas, segregadores e excludentes na área de defesa civil. Não o sabemos se por excesso de cuidado, se por ignorância, se por medo do desconhecido, reserva de mercado ou outra razão qualquer, no entanto
incomoda o fato de estar em uma atividade de defesa civil, devidamente uniformizado e com amplo reconhecimento das ações e parecer um peixe fora d’água ou um ponto fora da curva em pleno século XXI. 
Nada adianta elitizar é preciso popularizar, não adianta esconder o tesouro no fundo do mar é preciso tê-lo em lugar seguro, mas que possa ser contemplado ou utilizado quando necessário. Este autor até tentou furtar-se ao fato, achando por vezes tratar-se de uma visão semiótica, porém, nossa participação maciça em grandes fóruns e eventos nacionais, nos assegurou esta triste realidade, ou seja, “se pertence ao grupo é defesa civil”, senão “nem sei quem são, nem tenho interesse em saber”, numa nítida falta de capacidade agregadora e total falta de respeito com as pessoas e a estratégia moral.
Lembro-me com pesar, do encontro pessoal com um desses “ícones” na cidade de Curitiba, onde o foco do evento foi justamente a atuação dos diversos atores do segmento de forma sistêmica. Cumprimentei a realeza, com muita educação, polidez e humildade, enquanto seus olhos percorriam nosso uniforme com ar de susto com o desconhecido. Instantaneamente, antes do bom dia, fomos interpelados com a pergunta, ...“quem são vocês e de onde vem”....Numa visível contradição no que acabara de transmitir em seu discurso sobre a importância da visão e ação em sistemas para o sucesso em proteção e defesa civil. O que nos remonta a pensar se é correto afirmar que a “defesa civil somos todos nós”. 
2.5 Desafios da Defesa Civil no Brasil
Segundo Cruz (2016) são grandes e atuais desafios da Defesa Civil no Brasil, dentre outros:
a) Capacidade Real de Resposta
b) Atender o Ciclo Completo de Defesa Civil
c) Alcance do Ser Humano Integral
d) Carreira Sólida e Organizada
e) Desconexão Institucional
f) Prontidão e Fidelidade Voluntária, ou seja, programas de voluntariado que funcionem. (CRUZ, 2016).
Enfim, neste capitulo nos ativemos a explorar alguns aspectos da “defesa civil invisível”, como suas possibilidades, oportunidades, organização e seu vislumbre geral com a defesa civil institucionalizada, para que ao ampliar as discussões, possamos entendê-los como intrínsecos a muitas atividades da gestão pública municipal, dentre eles sua interface.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A conclusão deste trabalho é apresentada nesta seção em face do que foi proposto pelo tema, proporcionando uma síntese do que foi analisado, alem de propostas e sugestões de procedimentos para melhorar a gestão Defesa Civil com vista a sua contribuição, como articuladora e integradora do sistema de proteção e defesa civil, para a consolidação da filosofia cooperativa e humanitária por meio da interface com a “defesa civil invisível”, nosso alvo temático. Convém ressaltar que não foi pretensão do autor, esgotar o assunto, nem minimiza-lo, mas fomentar estudos mais significativos para ampliar a percepção do tema em trabalhos mais técnicos, robustos e abrangentes deve ser algo a ser perseguido com tenacidade por todos. 
Em alguns municípios onde a Defesa Civil atua em parceria ou convenio, é entendido e perceptível certa articulação eficaz e muito positiva para a população. Pois o gerenciamento integrado das ações das instituições permite que o fluxo de informações, bem como a gestão compartilhada desses organismos possibilite maior sucesso nos resultados finais, sejam eles de curto, médio ou longo prazo. O grande imbróglio reside na descontinuidade das políticas públicas, principalmente aquelas rotuladas por bandeiras partidárias, que além de gerarem a insatisfação geral da população não agregam quaisquer valores a uma gestão pública de excelência (como deveria ser). A base teórico/prática apresentada nos capítulos anteriores, demonstrada pela proposta de interface e auxilio mútuo, nos remete ao ideário de assegurar uma gestão compartilhada, junto ao poder público, nas respectivas áreas de interesse em proteção humana. Ficou demonstrado que a preservação do moral da população e a segurança humana são fundamentais para a garantia dos princípios de vida pacifica em sociedade. 
Por fim, constatou-se que, a hipótese de interface colaborativa Defesa Civil e “defesa civil invisível” no cumprimento da missão institucional potencializa não só o valor organizacional da instituição, como reforça o aspecto de ferramenta de gestão eficaz, inovadora e perspicaz. Com isso espera-se que se considere esta interface colaborativa relevante, fomentando a criação, estruturação e funcionamento desse modelo pela defesa civil institucionalizada em suas diversas esferas de atuação.
Aparecido da Cruz.

sábado, 20 de abril de 2019

Bombeiro Civil No Rio Grande do Sul Mais de Uma Década de História.

(COOPBOM) COOPERATIVA DE BOMBEIROS CIVIS DO RIO GRANDE DO SUL PRIMEIRA ENTIDADE DA PROFISSÃO NO RS. 

Muito se fala em relação aos primórdios da profissão e quem deu Inicio a tudo no Estado do Rio Grande do Sul. Fato este, que faz com que algumas informações históricas sejam distorcidas levando, ou tirando méritos de quem realmente os merece. 
Quando se fala em bombeiro civil no estado do Rio Grande do Sul. Automaticamente, lembramo-nos de uma Cidade situada na Região metropolitana de porto Alegre chamada Viamão. Não só, pelo fato de ser a primeira capital do Rio grande do Sul, mas também, por ser o berço da profissão bombeiro civil no Estado e também por comportar as 03 maiores entidades em Representação da Categoria no RS. 
Dados e testemunhos Históricos atestam, que já em meados de 2005 e 2006 iniciaram se no município de Viamão as primeiras movimentações referentes à profissão Bombeiro Civil dadas, mediante a antiga Nbr 14608 de 1999 que ingenuamente, dava diretrizes a atividade bem como, carga horária mínima para a formação destes profissionais que ao todo, somava 56 horas de duração isso antes mesmo, da promulgação da lei federal 11901 que versa, sobre a atividade em todo o Brasil promulgada somente em 2009.

 INICIO:
O inicio das atividades prevencionistas na cidade de Viamão se deram após um curso, realizado na cidade de São Paulo em 2005 no qual teve a participação hoje Bombeiro Civil Hildo Brito que logo após, trouxe a ideia de implementação e amplitude em solo Gaúcho.
Na busca de parceiros para iniciar os projetos Bombeiris no município Hildo foi atrás do então chefe de manutenção do Sesc de Porto Alegre há época e hoje presidente da associação de bombeiros civis do estado do Rio Grande do Sul( ABCIRGS) Francisco Galmarini que logo após, juntamente com outros integrantes abraçaram e deram inicio ao projeto.
Com pouco dinheiro, mas com foco no objetivo, foi criada a duras penas a Cooperativa de Bombeiros Civis do  Rio Grande do Sul primeira entidade da categoria  Bombeiro Civil no estado (COOPBOM) com sede na RS 040 parada 44 em Viamão  Cuja verte principal, tinha como objetivo,  a formação, desenvolvimento e implementação da ideia prevencionista no estado.
A cooperativa também foi um dos poucos segmentos do setor que abriu mercado de trabalho para seus sócios cooperativados na quela época.
Muitos destes trabalhos, realizados em shoppings e em eventos de grande porte abertos ao público também teve participação importante, em auxilio nas ações municipais em conjunto com a defesa Civil.
As inciativas realizadas pela Coopbom, foram responsáveis, pela formação de vários bombeiros civis muitos deles, hoje instrutores na Formação de Bombeiros Civis no Estado.
PIONEIRISMO LUTA E CAPITULO FINAL.

UNIFORME CAQUI COR OFICIAL DOS BOMBEIROS CIVIS DO ESTADO 
Ainda sem regulamentação especifica em vários locais do Brasil os uniformes utilizados por Bombeiros Civis devem ter como principal objetivo, a identificação dos Profissionais de Prevenção cada estado diante disso possui sua coloração. 
No Rio Grande do Sul em meados de 2006 a 2009 a cooperativa de bombeiros Civis (Coopbom) também foi a responsável, pela implementação da cor caqui entre os profissionais de prevenção haja vista, a falta de confecções especificas há época. Diante disso, muitos uniformes utilizados vinham do estado de São Paulo. E por se tratar de uma cor neutra que muitos poucos problemas trouxeram para a categoria com relação a outros órgãos... até hoje, o uniforme caqui continua sendo o uniforme oficial dos Bombeiros Civis no estado sendo utilizado na maioria de todos os eventos da capital e do estado inclusive, exigido por empresas contratantes. 
Mesmo Ratificado como Uniforme oficial a cor caqui resiste bravamente, diante das invenções Multicoloridas implementadas por algumas empresas algo que onera e obriga os bombeiros civis a gastarem novamente para que possam exercer a atividade nos eventos do estado dificultado desta forma, regulamentações que já estão sendo propostas e criadas sobre este tema. 
Além, da implementação do uniforme da cor caqui.
LUTA NO DF 
A Cooperativa, teve papel fundamental em 2011 em Brasília onde bravamente lutou, contra a mudança da nomenclatura que passaria de Bombeiro Civil para Brigadista Particular Proposta através do PL 07/2011 Que Terminou sendo vetado pela então presidenta Dilma Yussef. 
Infelizmente a alta carga tributária imposta para a manutenção das cooperativas no Brasil. A emergência da atividade e a apouca abertura de mercado há época. 
Finalizaram em meados de 2012 estes capítulos importantes da história dos Bombeiros civis Gaúchos.
  
Fonte:
Equipe de Jornalismo e Comunicação Social Febrabom RS.